mulher no mercado de trabalho

Saiba mais sobre a evolução da mulher no mercado de trabalho 👩‍🎨

Nos últimos tempos, muito tem se falado sobre empoderamento feminino e a importância da mulher no mercado de trabalho.

Cada vez mais as mulheres estão mostrando que não são um sexo frágil, como por muito tempo a cultura machista tentou rotular. Pelo contrário: no decorrer da história, elas provaram que têm muita força para lutar e conquistar os seus direitos.

Hoje, o papel da mulher no mercado de trabalho é marcante, embora ainda exista desigualdade em alguns setores e números que preocupam. Porém, é crescente a presença feminina nas empresas, o que inclui cargos de liderança. 

Neste artigo, vamos fazer um resgate histórico sobre a mulher no mercado de trabalho. Também abordaremos questões importantes, como desafios, dupla jornada e diferenciais da presença feminina nas empresas. Siga lendo e confira tudo isso e muito mais!

Fases da evolução da mulher no mercado de trabalho

Segundo um estudo realizado pela Fundação Carlos Chagas, as mulheres representam cerca de 40% da força de trabalho no mundo. No entanto, nem sempre isso foi assim! 

Veja, a seguir, algumas das principais fases que marcam a evolução da mulher no mercado de trabalho.

Trabalho agrícola

Quando a agricultura era a principal atividade do mercado de trabalho, as mulheres, assim como os homens, pegavam pesado nas lavouras.

Atividades fisicamente exigentes, como moer grãos, carregar água, colher frutas, entre outras, eram de responsabilidade delas.

Revolução Industrial

A primeira Revolução Industrial, na década de 1760, mudou o cenário do trabalho das mulheres. Quando as primeiras fábricas surgiram, muitos camponeses abandonaram a agricultura para se dedicar à produção de produtos.

Nas fábricas, as mulheres e as crianças trabalhavam em ambientes mais apertados, por serem fisicamente menores. Elas se dedicavam a atividades manuais, enquanto os homens faziam o trabalho mais pesado.

É interessante destacar que, nessa época, as famílias inteiras trabalhavam nas fábricas. 

Como o trabalho infantil era permitido, não havia a necessidade das mães ficarem em casa cuidando das crianças. Logo, a presença das mulheres no mercado de trabalho era tão comum como a dos homens.

A volta para dentro de casa

Logo após a Revolução Industrial, uma das áreas que mais contratava mulheres era a indústria têxtil. Para você ter uma ideia, nos Estados Unidos, cerca de 75% das vagas eram ocupadas pelo sexo feminino nas fábricas de roupas e tecidos.

Porém, as condições de trabalho eram totalmente insalubres. As fábricas eram superlotadas, os ambientes eram escuros e as máquinas ofereciam pouquíssima segurança para as operárias. 

O número de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, obviamente, disparou.

Tal realidade provocou muitos protestos, que resultaram numa série de restrições criadas na legislação. Grande parte dos países proibiu a contratação de mão de obra infantil e estabeleceu limites para o trabalho feminino nas fábricas.

Por conta de tantas restrições, contratar mulheres deixou de ser lucrativo para as empresas. Além disso, era preciso que alguém ficasse em casa para cuidar das crianças, já que elas não podiam mais ficar nas fábricas.

Criou-se, então, a cultura de que os homens deveriam sair para trabalhar e as mulheres deveriam permanecer em casa fazendo os afazeres domésticos.

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O retorno das mulheres ao mercado de trabalho

O papel da dona de casa tradicional durou por décadas. As mulheres só começaram a retornar ao mercado de trabalho entre os anos de 1914 e 1945, quando ocorreram as Guerras Mundiais.

Nessa época, elas passaram a substituir os homens, que estavam lutando na guerra, em empregos de manufatura, principalmente de armas. Muitas também começaram a exercer a profissão de enfermeira nos campos de batalha.

Com o fim das Guerras, as mulheres continuaram no mercado de trabalho, embora quase sempre em cargos mais baixos. As empresas começaram a contratá-las para trabalhos mais simples de escritório, em que exerciam funções de secretária, por exemplo.

Devido à criação de planos de alfabetização e a exigência de que as crianças frequentassem à escola, muitas mulheres também passaram a atuar como professora. 

Os salários eram sempre mais baixos, tendo em vista que se tinha uma ideia de que os homens deveriam ter mais dinheiro, uma vez que sustentavam as famílias.

Além disso, as mulheres que trabalhavam fora eram quase sempre solteiras e sem filhos. Constituir família era quase que um atestado para as empresas não contratarem mão de obra feminina.

A mulher no mercado de trabalho contemporâneo

Como comentamos, atualmente as mulheres ocupam cerca de 40% da força de trabalho mundial. No entanto, a desigualdade ainda existe. 

De acordo com dados do IBGE, em 2018, o rendimento médio das mulheres ocupadas entre 25 e 49 anos de idade era de R$2.050. Isso representa 79,5% do recebido pelos homens do mesmo grupo, que é R$2.579.

Ainda são necessárias as lutas para inserir a mulher no mercado de trabalho e fazer com que cada vez mais elas estejam em situação de igualdade com os homens.

É por isso que as empresas e universidades devem criar meios para que as mulheres possam estudar e seguir uma carreira na área que desejarem. Assim, poderão alcançar, inclusive, cargos de liderança. 

Também deve ser incentivado o empreendedorismo feminino,  encorajando as mulheres a iniciarem os seus próprios negócios.

Jornada dupla: uma realidade da mulher trabalhadora

Uma pesquisa realizada pelo Ibope e pela Skol revelou que o machismo é o preconceito mais praticado no Brasil. O dado somente evidencia como estamos inseridos numa cultura que vê a mulher como trabalhadora doméstica.

Em uma família em que marido e mulher trabalham, por exemplo, é comum que as atividades domésticas e de cuidados com os filhos fiquem com a esposa. Isso caracteriza uma jornada dupla de trabalho.

Essa desigualdade foi evidenciada pela pandemia da Covid-19. Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) concluiu que, em 2020, o percentual de mulheres trabalhando foi de 45,8%, o menor dos últimos 30 anos.

Uma explicação para isso é o fato das crianças estarem em casa, tendo aulas online. Com o fechamento das escolas, muitas mulheres tiveram que abrir mão de seus empregos para cuidar dos filhos, enquanto os homens puderam continuar saindo para trabalhar.

A mulher no mercado de trabalho é algo relevante para toda a sociedade! Por isso, é muito importante que as lutas sigam acontecendo. As mulheres e também os homens devem lutar por igualdade, para que o trabalho de todos e todas seja valorizado.

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