A geração Z está redefinindo comportamentos sociais, padrões de consumo e formas de comunicação.
Nascida em meio à hiperconexão digital, essa geração exige autenticidade, propósito e interação real com marcas e influenciadores.
Mas, afinal…
… o que é geração Z?
… quando começa a geração Z?
… e como ela impacta mercados e carreiras?
É isso que vamos explorar neste artigo, revisado pela equipe da Belas Artes, com dados, exemplos reais e insights práticos. Continue com a gente para saber mais!
Entenda por que a geração Z valoriza marcas e influenciadores
A geração Z valoriza marcas e influenciadores porque busca identificação, transparência e propósito social. Diferente das gerações anteriores, ela cresceu com acesso ilimitado à informação e desenvolveu um olhar crítico sobre o mundo.
Por isso, essa parte da população confia mais em experiências compartilhadas por pessoas próximas (ou por influenciadores que parecem próximos) do que em grandes campanhas publicitárias.
O que é a geração Z?
Essa faixa etária é formada por pessoas nascidas, em média, entre 1995 e 2010. É a primeira geração totalmente digital: cresceu com smartphones, redes sociais e plataformas de streaming.
É uma geração que se destaca pela rapidez em lidar com informações, valorização da diversidade e preocupação com causas sociais e ambientais.
As pessoas que nasceram nesse período são multitarefas, valorizam experiências personalizadas e preferem mensagens curtas e visuais – reflexo direto do consumo de conteúdos em plataformas como TikTok e Instagram.
Quando começa a geração Z e quais suas diferenças geracionais?
Esse grupo começa por volta de 1995, sucedendo os Millennials ou geração Y (nascidos entre 1981 e 1994) e antecedendo a geração Alpha (nascidos a partir de 2011).
Enquanto os Millennials foram marcados pela transição tecnológica e valorizam estabilidade e experiências, a geração Z nasceu em um contexto globalizado e digital, com maior urgência por impacto social e inovação constante.
Já a geração Alpha cresce imersa em IA e automação, o que acentua ainda mais as diferenças geracionais.
Como a geração Z se relaciona com o consumo e as marcas?
Essa parcela de jovens consome de forma crítica e seletiva: prefere marcas que representam seus valores e que mantenham uma comunicação autêntica e horizontal. Essa relação é construída mais pela confiança do que pela publicidade tradicional.
Quais valores guiam a geração Z nas escolhas de consumo?
Basicamente, os valores que guiam tal geração quando o assunto é consumo são:
- Transparência: querem saber de onde vêm os produtos, quem os produz e quais impactos geram.
- Autenticidade: desconfiam de campanhas “perfeitas demais” e valorizam uma linguagem real e acessível.
- Propósito social: esperam que as marcas se posicionem frente a temas relevantes como sustentabilidade, diversidade e inclusão.
Esse comportamento se reflete em dados do relatório FIESC, que mostra que grande parte dos jovens prefere comprar de empresas alinhadas a causas sociais, por exemplo.
Exemplos reais de marcas que conquistaram a geração Z
Vamos conhecer, agora, alguns exemplos reais de marcas que, com uma proposta autêntica, transparente e com propósito, conseguiram conquistar o coração desses jovens. Veja:
- Nubank: ao adotar uma linguagem simples e horizontal, conquistou a confiança dos jovens, tornando-se símbolo de inovação e proximidade.
- TikTok: mais do que uma rede social, tornou-se uma plataforma de expressão criativa e descoberta de tendências.
- Spotify: personaliza experiências de forma única, com playlists sob medida e campanhas interativas que estimulam engajamento.
Essas marcas entenderam que o conteúdo direcionado à geração Z é diferente daquele feito para pessoas mais velhas (Millennials) ou mais novas (geração Alpha).
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Por que influenciadores têm tanto peso para a geração Z?
Virgínia, Viih Tube, Maisa… O que essas influenciadoras têm em comum? Elas (e muitos outros!) são vistos pela geração Z como fontes de informação e inspiração, muitas vezes mais do que os veículos tradicionais.
Isso acontece porque eles oferecem narrativas próximas, linguagem informal e conteúdos que refletem a realidade cotidiana.
A busca por identificação e confiança
A geração Z também valoriza microinfluenciadores, que são pessoas com comunidades menores, mas altamente engajadas. Em vez de seguir apenas celebridades, preferem vozes que falam “de igual para igual”, compartilham vulnerabilidades e criam laços reais.
Um exemplo recente ocorreu quando uma influenciadora estudantil relatou em seus stories a experiência de trocar de curso de graduação e enfrentar inseguranças profissionais. O conteúdo viralizou não por ostentação, mas por identificação genuína com dilemas de muitos jovens universitários.
Exemplos práticos de influenciadores que dialogam bem com a geração Z
Desde os mais conhecidos aos menos famosos: diferentes influenciadores fazem parte do dia a dia da geração Z. Conheça alguns deles:
Lucas Rangel (@lucasranngel): criatividade, humor e autenticidade
Seu conteúdo mistura humor criativo e crítica social leve, usando formatos nativos de vídeo curto. A forma espontânea como fala com o público faz com que seja visto como “um amigo divertido”, não apenas um criador distante.
Felca (@felca0): humor inteligente e narrativa próxima
Felca conquistou o público jovem com vídeos no YouTube e TikTok que unem observações cotidianas, improviso e ironia leve, sem parecer artificial. Ele representa bem a geração Z por ser nativo digital, produzir de forma independente e manter uma relação muito horizontal com os seguidores.
Bielo Pereira (@hellobielo): ativismo, lifestyle e autenticidade
Bielo fala sobre diversidade, representatividade LGBTQIA+ e saúde mental, sempre com bom humor e uma presença muito próxima dos seguidores. Sua atuação nas redes vai além do entretenimento: cria conversas sérias sobre causas que importam à geração Z, sem perder o tom acessível.
Diferenças geracionais e impacto na comunicação de marcas
Compreender as diferenças geracionais é essencial para criar estratégias eficazes de comunicação. Cada geração responde de maneira distinta a estímulos, valores e canais.
Geração Z x Millennials: quais são as diferenças?
Entenda as principais diferenças entre a geração Z e os Millennials observando a tabela a seguir:
| Característica | Millennials (1981 – 1994) | Geração Z (1995 – 2010) |
| Tecnologia | Adotaram ao longo da vida | Nativos digitais desde o nascimento |
| Comunicação | Textos longos, e-mails | Vídeos curtos, meses, mensagens diretas |
| Consumo | Valorizam experiências | Prestigiam propósito e autenticidade |
| Relacionamento com marcas | Confiança na reputação | Familiaridade com pessoas e comunidades |
| Carreira | Buscam estabilidade | Querem flexibilidade e alinhamento de valores |
Essa tabela mostra como as diferenças geracionais moldam não apenas o comportamento de consumo, mas também a expectativa de relacionamento com marcas e instituições.
Geração Z e mercado de trabalho
No mercado de trabalho, a geração Z tende a questionar hierarquias rígidas, buscar flexibilidade e alinhar seus valores pessoais com a cultura da empresa.
Um caso que viralizou em 2025 foi o de uma estagiária da geração Z que enviou um e-mail pedindo folga por “estar com energia baixa”. O episódio, inclusive, gerou intensos debates nas redes sociais.
Mais do que uma anedota, esse caso ilustra um novo paradigma, o de que saúde mental e bem-estar são prioridades inegociáveis para essa geração.
Alguns insights para marcas, educadores e profissionais
A geração Z não é apenas uma faixa etária. É um fenômeno cultural e comportamental que redefine o consumo, a comunicação e o mundo do trabalho. Marcas e instituições que desejam dialogar com esse público precisam:
- Priorizar transparência e autenticidade em todas as ações.
- Valorizar narrativas reais, não apenas campanhas publicitárias.
- Ouvir antes de falar, entendendo as dores e aspirações genuínas.
- Adotar linguagens e formatos nativos digitais, com flexibilidade e criatividade.
Para profissionais e estudantes, compreender essa geração significa antecipar tendências e construir projetos mais relevantes.
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